Cláudio Castro é acusado pela 2ª vez de pedir a saída de radialistas no Rio

O nome do governador Cláudio Castro voltou a circular nos bastidores do rádio nesta quinta-feira (19). Pela segunda vez em menos de quatro meses, o executivo é acusado de pedir a retirada de um profissional de rádio no Rio de Janeiro.

Mais cedo, Anthony Garotinho anunciou que a Rádio Tupi decidiu tirar seu programa do ar antes mesmo do período limite para pré-candidatos se afastarem das atividades profissionais. A data limite é 30 de junho. Garotinho acusou o governador Cláudio Castro de ter agido nos bastidores para que ele saia do ar antes do tempo:

“Ontem, vocês viram que eu anunciei minha pré-candidatura ao governo do estado do RJ. E eu disse: vão começar as perseguições. E não é que o governador Cláudio Castro agiu da mesma maneira que o Sérgio Cabral agiu em relação a mim. Ele pressionou a Rádio Tupi para que a emissora tirasse, já a partir deste sábado, meu programa do ar. Eu lamento profundamente duas coisas. Primeiro, que o governador demonstra que está com medo da minha candidatura. Eu que sou pré-candidato, a menos de 24h, estou iniciando uma jornada muito difícil, cheia de obstáculos e dificuldades. E, segundo, lamento mais ainda, porque esta é a minha profissão”, disse em um vídeo publicado nas redes sociais. O conteúdo pode ser visto abaixo. A Tupi nega as acusações.

IRRITAÇÃO NA CBN

Em fevereiro, Cláudio Castro se envolveu em uma polêmica ao pedir a demissão, ao vivo, de um comentarista da Rádio CBN. Na ocasião, o governador participava do CBN RJ, com Carlos Andreazza e Bianca Santos, e não gostou de um comentário de Sérgio Abranches, sociólogo e colunista da CBN. Abranches criticou a situação caótica vivida em Petrópolis, por conta das fortes chuvas, e Castro acabou pedindo no ar a expulsão do profissional da emissora:

“Está todo mundo aqui trabalhando duramente, diferente até do que falou o Sérgio Abranches de manhã, que ninguém fez nada. Usou o microfone da CBN para fazer palanque político. Aqui não tem palanque político. Colocar Marielle [Franco, vereadora assassinada em 2018] nesse negócio, é uma vergonha isso. Essa pessoa deveria ser expulsa do microfone da CBN”, esbravejou.

“Andreazza, não é papel de alguém misturar placa de Marielle com catástrofe na serra. Isso não é papel de qualquer pessoa que usa um microfone como o da CBN… A pessoa que mistura assassinato de Marielle com catástrofe na serra deveria, sim, ser expulsa de qualquer microfone”, reafirmou Claudio Castro. O momento pode ser relembrado no fim desta nota.

O Audiência Carioca procurou a assessoria de Cláudio Castro para comentar o vídeo de Garotinho mais cedo, mas até o momento não obteve retorno com o posicionamento do governador. Caso seja feito, este espaço será atualizado.

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Imagem: Governo do RJ

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