Após a decisão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fim das bets no Brasil, as emissoras de televisão começaram a se movimentar internamente. Três dos principais canais de rede têm negócio diretos com empresas deste segmento. Além disso, há outros contratos com outras marcas que patrocinam torneios esportivos e programas.
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Com isso, os canais, agora, movimentam-se para retirar da grade as cotas já vendidas desde a noite desta sexta-feira (25). Em seguida, também há uma força-tarefa dos departamentos comerciais para suprir estes espaços.
Por exemplo, a Globo tem um contrato com uma empresa de bet para torneios esportivos, como a Copa do Brasil. O torneio ainda terá cinco jogos, até a final do torneio ocorre em 6 de dezembro.
Segundo a Folha de S. Paulo, Globo e Band já estão atuando para remontar sua grade comercial. Os canais ESPN, na TV paga e no streaming, também segue o mesmo caminho. Já o SBT, ainda tenta entender o impacto e o que pode ser feito.
A Band tem dois programas onde o ‘naming rights’ foi repassado a duas empresas de bet. São os casos de Os Donos da Bola e Jogo Aberto.
A Record chamou a atenção do mercado ao decidir que A Fazenda 18, seu principal produto de grade do ano, não teria cotas voltadas à bets. A ação é diferente das que ocorreram nas últimas decisões. Também vai em desencontro ao que o BBB fez, já que tinha cotas voltadas a esse segmento.
Fim das bets: empresas mobilizaram fortuna bilionária no mercado
Só no ano passado, segundo informações da agência Tunad, as empresas de bets, juntas, injetaram R$ 1,4 bilhão no mercado brasileiro. A tendência é que o número seja maior em 2026.
Nos bastidores, a apreensão é que essa mexida comercial impacte em produções e, consecutivamente, nos quadros funcionais de emissoras.
Vale reforçar que a decisão do governo federal ocorre em caráter de medida provisória (MP). Ou seja, ainda não é definitiva e precisa de apreciação do Congresso Nacional. As casas têm 90 dias para analisar o caso, em caráter emergencial.
Caso não isso não ocorra, as apostas podem voltar a partir do início de 2027, até que deputados e senadores decidam se vão à frente do caso ou se pretendem arquivar a pauta.
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Imagem: Reprodução Internet
