Bruno Cantarelli se revolta com rádios na Copa e cita Tupi, Globo e TMC - Audiência Carioca - Notícias e bastidores

Bruno Cantarelli se revolta com rádios na Copa e cita Tupi, Globo e TMC

O narrador Bruno Cantarelli fez uma forte colocação ao analisar a cobertura de rádios do Rio de Janeiro e criticou o mercado esportivo do rádio carioca. De forma reta e direta, ele citou nomes de emissoras, como as rádios Tupi, Globo e TMC.

Em entrevista ao Olha Só Podcast, do jornalista Bruno Azevedo, Cantarelli, criticou a cobertura esvaziada das rádios do Rio na Copa do Mundo. As transmissões de Globo e TMC passaram despercebidas nas redes sociais e a Tupi só foi citada como pauta por não ter adquirido os direitos do Mundial, embora tentasse o feito até dias antes da bola rolar.

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“Uma emissora de comunicação do Rio, ela deveria ter feito a Copa do Mundo. É um grande absurdo, é inacreditável uma emissora não conseguir comprar os direitos e uma Copa do Mundo. Está falando aqui um cara que narrou Copa do Mundo ‘in loco’ (no estádio), todos os jogos do Brasil e a final da Copa. Então, se isso não revoltar quem é apaixonado por comunicação, você observar as grandes rádios que fizeram todas as Copas do Mundo e hoje não fazem…”, disse, primeiramente.

A questão da Rádio Globo, não sei como foi a situação, mas é uma compra de direitos que envolve o grupo (Globo) como um todo. Com todo respeito, uma Rádio Tupi não comprando uma Copa. A equipe do Rio, da Transamérica, agora, TMC, fora da cobertura da Copa, estou dizendo ‘in loco’, de transmissões e tudo mais. Se isso não revoltar quem trabalha com futebol no Rio de Janeiro, e você olha que eu citei as três, Rádio Globo, Tupi e Transamérica, porque não tem mais onde trabalhar, irmão”, acrescentou, em seguida.

Bruno Cantarelli abre o jogo sobre rádios do Rio: “antigos poderes estão corroendo”

Bruno Cantarelli se disse revoltado com atual momento do rádio carioca e citou os diveros postos de desemprego que o meio vem gerando, especialmente na última década. Ele também analisou as administrações da emissora, citando preservação de antigos poderes que, segundo sua visão, impedem o crescimento do rádio esportivo carioca.

“É por isso que eu me revolto. Você vê as grandes, pequenas hoje, e vê que não tem outro lugar para trabalhar. Você imagina quanta gente está desempregada e a gente poderia estar também. A gente teve que fazer nossa estrada de forma independente por conta disso. Se fosse pelo meio, você acha que existiria um programa apresentado pelo Bruno Cantarelli de entrevistas? Se fosse pelo meio, você acha que o Bruno Cantarelli narraria a Copa do Mundo nos EUA, em alguma rádio aqui do Rio de Janeiro. Óbvio que não. Não me dariam espaço, porque hoje existe uma preservação de antigos poderes e estes antigos poderes estão corroendo as rádios a ponto delas não terem dinheiro para comprar direitos de Copa do Mundo. Isso é muito sério, gente”, disse, por fim.

Vale ressaltar que a FIFA cobrou US$ 500 mil pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 no rádio, algo em torno de R$ 2,5 milhões.

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Imagem: Youtube / Olha Só Podcast

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