Uma mudança na negociação comercial da Copa do Mundo pode fazer com que os países europeus armem um grande boicote ao evento em 2030.
Vale lembrar que os direitos de transmissão por televisao e streaming são a maior fonte de receita da Fifa (representando mais de US$ 4,2 bilhões apenas para o último ciclo da Copa do Mundo). Eles estão no núcleo da nova subsidiária comercial.
A reação ocorre após o anúncio da criação da FFE (Fifa Forward Enterprise), empresa que ficará responsável pela gestão comercial das principais competições organizadas pela entidade. Neste cardápio, estão Copa do Mundo de seleções e a Copa do Mundo de Clubes de 2029.
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A informação foi publicada primeiramente pela emissora inglesa Sky Sports, ontem (28). O veículo informa que confederações filiadas à Uefa discutem a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo. A ideia é pressionar a Fifa a rever o projeto.
Segundo a Sky Sports, representantes das federações europeias devem realizar uma reunião virtual ainda nesta semana para definir uma estratégia conjunta de reação à proposta.
A Fifa avalia a FFE em cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões) e pretende vender uma participação minoritária equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). A entidade, no entanto, afirma que manterá o controle acionário da nova empresa.
A Uefa criticou duramente o projeto e considera que a mudança feita pela FIFA compromete a governança do esporte.
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Imagem: FIFA / Montagem
