Análise: A difícil missão do SBT Rio com Clóvis Monteiro em encarar o RJ2 e o Cidade Alerta

Trabalhar no jornalismo do SBT não é tarefa fácil para nenhum profissional. Notoriamente, Silvio Santos não é um entusiasta do departamento, especialmente por conta de sua insistência em ter uma boa relação com o governo, um dos seus principais anunciantes. Apesar de todo o cenário desfavorável, a emissora, ainda assim, decidiu lançar o seu novo telejornal local noturno: o SBT Rio – 2ª edição, com Clóvis Monteiro, no fim de agosto.

A concorrência, sem dúvida, será o maior problema a ser encarado pelo SBT. Vai encarar, praticamente, em sua totalidade, o RJ2, o telejornal fluminense com maior audiência disparado. A atração comandada por Ana Luíza não fica abaixo dos 20 pontos de audiência.

Na semana passada, o RJ2 fechou com média semanal em alta, com 26,5 pontos, ficando bem próximo do desempenho do Jornal Nacional, que fechou com 27.

Em baixa no PNT, a Record ainda conta com um pilar forte: o jornalismo local. O Cidade Alerta, sempre oscilando entre 6 e 8 pontos, será outra pedra no caminho do SBT Rio. Além de uma audiência fiel, a estrutura jornalística da emissora de Vargem Grande é maior, comparada ao do SBT Rio.

Tanto que, segundo apurou o Audiência Carioca, a chegada de um novo telejornal local do SBT não causou nenhum impacto na redação e na direção de jornalismo da Record Rio. O ritmo seguirá natural no jornal de Ernani Alves, das 18h às 19h45, como se nada tivesse acontecido.

Vale lembrar que as novelas da tarde do SBT vão melhor de audiência que o SBT Brasil. Enquanto as tramas conseguem médias acima dos 5 pontos no Grande Rio, telejornal de rede, que receberá o público fluminense do SBT Rio – 2ª Edição, oscila próximo dos 4 pontos de média semanal.

Alcançar a Record e, especialmente a Globo, neste momento, não é um fator a ser considerado pelo SBT Rio – 2ª Edição.

Além da concorrência, a questão do conteúdo também será um fator predominante do ‘SBT Rio 2’. Diferente da primeira edição, quando conta com mais de 1h de duração, a noite o pique será curto: 25 minutos no total, incluindo notícias, comercial e merchandising.

A expectativa é que, dependendo do dia, a segunda edição consiga ter de 15 a 20 minutos de arte [reportagens, apresentação e vinhetas], deixando o restante do tempo dedicado ao departamento comercial.

Entre altos e baixos, o jornalismo do SBT conquistou mais um produto na praça por conta da força comercial. O mesmo não ocorreu em 2018, quando Silvio Santos pediu que o SBT Rio Manhã fosse sacado da grade para priorizar o Primeiro Impacto, de olho no desempenho do programa no Rio.

Desde então, internamente, a expectativa são por oportunidades de um novo produto que valorizasse as pratas da casa como apresentadores. Entretanto, como bem contou o portal Na Telinha, em junho, a emissora decidiu ir atrás de um nome que “provocasse barulho no mercado carioca com a contratação”.

Comercialmente, conseguiu. Clóvis Monteiro é a voz oficial de uma das principais redes de supermercados no Rio e é conhecido por uma ampla carteira de anunciantes no rádio.

O comunicador terá o desafio de comandar este produto com a ciência de ser este o seu maior desafio na TV. O atual alcance de público do SBT, ainda que atualmente esteja atrás da Record Rio e da Globo Rio, é maior comparado à outras experiências no mercado televisivo.

Nos tempos de Rio Por Inteiro, nos anos 2000, a Record não brigava por vice-liderança e tão pouco fazia frente à Globo e SBT, principais emissoras na ocasião. O mesmo ocorria com o RJ Notícias, da RedeTV!, emissora sem identificação com o público carioca.

O resultado final desse cenário, o público confere partir de 29 de agosto no SBT Rio – 2ª Edição, às 19h20.

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Imagem [capa]: Reprodução TV / Montagem

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