Público pede “imparcialidade”, mas prefere TV Jovem Pan e GloboNews à CNN Brasil

O último resultado de audiência envolvendo as TVs por assinatura valeu uma grande vitória da TV Jovem Pan sobre a CNN Brasil, sua principal concorrente. Em 2 anos e 3 meses de existência, a CNN atingiu seu pior índice de público: 0,03 no Painel Nacional de Televisão (PNT), ficando na 42ª posição entre os canais pagos.

A JP registrou quase o dobro da CNN Brasil, com 0,05, e ficou na 29ª posição geral. A GloboNews foi o canal de notícias mais visto, com 0,14, na 13ª posição do PNT. Os números são referentes a maio de 2022.

Há uma máxima por parte do público que a imprensa só tem um caminho: o de ser “imparcial” em seu trabalho, estabelecendo sempre a verdade.

A questão é: qual a “verdade”? A sua verdade íntima ou a verdade plena, mediante a TODOS os fatos?

Tudo isso sem citar as inúmeras barbaridades que são noticiadas no dia de hoje. Como ficar alheio aos fatos? É possível que um canal “X” ou “Y” apenas mostre os fatos sobre a onda ‘fake news’ e barbaridades políticas diante de seu público?

A tal “imparcialidade” questionada necessita de substituição imediata pela necessidade de se dar luz aos fatos, com todos os lados envolvidos e seus questionamentos.

Coisa que a CNN Brasil tenta, aos trancos e barrancos, fazer desde que foi lançada.

E, convenhamos, dentre os principais canais de notícias no país é o que tenta manter um equilíbrio entre a pluralidade de versões do mesmo fato, dando luz ao amplo e ao contraditório.

A tarefa não é fácil. Enquanto, nitidamente, a GloboNews faz críticas abertas e persistentes ao Governo Bolsonaro, linha adotada também na TV aberta, a TV Jovem Pan mostra um outro lado mais doce da moeda, com grande simpatia à linha bolsonarista.

Cada qual atende a seu perfil de público.

O paradoxo e o “x” da questão é que os mesmos que clamam e gritam através das redes sociais pela tal “imparcialidade” optam pela zona de conforto e consomem durante boas horas do dia produtos que lhes agradam através de seu ponto de vista político e de interesse social.

Os números estão à mesa e não mentem. A audiência vai atrás do que deseja ouvir e, no caso dos canais de notícias, atende a um desejo do perfil político e editorial de uma camada do público.

Nunca foi a tal da “imparcialidade”: ingenuidade demais para quem sonha com essa possibilidade.

Malandragem maior ainda de quem usa o argumento quando é contrariado por seu viés político.

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Imagem [capa]: Reprodução TV

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